Saí do hospital grávida de 7/8 meses e ainda bem que pedi ao pai para me levar roupa de grávida, a linda saia da benetton e uma das t-shirts que usei durante a gravidez.
Nunca usei os pensos de noite que comprei porque tinha horror que algum ponto se prendesse lá (tinha lido casos na net, lol). No hospital eles usam uns da marca Bastos & Viegas, enormes mas muito confortáveis. Muito mesmo. Trouxe imensas embalagens para casa e ainda me sobrou um. lol Pouco depois comecei a usar dos normais.
Também vim carregada de compressas tnt. Era o que usava para me limpar e lavar na casa de banho. O melhor conselho que recebi na maternidade!
Tinha comprado uns discos de gel na chicco, para aliviar o peito na subida do leite, mas revelaram-se um grande desperdício de dinheiro. Não dá jeito nenhum usar aquilo, mesmo nenhum. E uma toalha de bidé molhada em água quente faz maravilhas. Tive a subida de leite no dia em que vim para casa e ainda de manhã pedi vaselina no hospital para massajar o peito. Já em casa, colocava a toalha quente no peito durante um bocado, depois espalhava vaselina e massajava. Maravilha. Assim que sentia o peito duro lá ia eu com a toalha de bidé. Desta maneira e no duche lá ia desfazendo os pequenos caroços que sentia. Trombocid gel também ajudou muito.
Não comprei uma bóia durante a gravidez e na altura não havia nos supermercados, por isso comprei um coxim e foi o meu melhor amigo quase até os pontos caírem. Em casa só me sentava com ele e quando saía lá ia ele no carro .lol
Não usei cinta pós parto porque não me senti confortável e se calhar devia ter usado.
Quando cheguei a casa já não estava muito inchada (inchada da retenção de líquidos, não do peso) e os meus vans serviam-me (no dia antes dela nascer tentei calçá-los em vão… lol)
Antes dela nascer avisei que não queria visitas no hospital. Visitas de fora, claro. A minha mãe, o meu padrasto, a minha cunhada e os meus sogros eram as visitas autorizadas. Os padrinhos dela (que não vai ser baptizada) também podiam ir mas não foram. Qualquer das formas só durante duas horas é que haviam dois cartões, depois era só um e era para o pai. Que esteve sempre connosco!!! Em casa, durante os primeiros quinze dias só recebi família e mesmo assim devia ter controlado melhor. Havia dias em que me sentia completamente estoirada e tinha cá pessoas, não podia dormir. Quando estava fresca não tinha ninguém. :s É mesmo muito chato “ter de fazer sala”, cheia de dores dos pontos, com febre da subida do leite e com grandes hemorragias. E a sorte foi ele estar em casa. Se eu tivesse a noite toda acordada com ela… de dia não recebia ninguém mesmo. lol
Eu sei que as pessoas querem ver o bebé e blá, blá mas a primeira semana, vá, as duas primeiras semanas são complicadas. A pessoa tem de se habituar a uma nova vida, há um descontrole hormonal, a amamentação tem de ser levada com calma e sem stresses, não se consegue ter tempo para cozinhar e fazer montes de coisas que fazíamos… Bom, quem já passou por isso sabe… Lembro-me de chorar, logo na primeira noite, enquanto jantava, porque não sabia como ia gerir o tempo a partir daquele momento. Tinha receio de estar a comer e ela querer mamar, de ter visitas e ela querer mamar, de querer tomar banho e ela querer mamar… Não sabia que as coisas iam melhorando a cada dia e que uma mãe descobre que de duas mãos faz oito e assim consegue mil coisas ao mesmo tempo… Nunca tinha chorado na gravidez (também não senti necessidade) e esta foi a única fez que chorei. Foi um alivio! Confesso que o facto de não ter leite e ter começado a dar biberão cedo aliviou um pouco todo o stress que sentia. Numa próxima gravidez quero insistir mais na amamentação. Mas se der deu se não der não deu.

1 desabafos:
adorei este post e revejo-me em muitas coisas. Também estou com problemas com o leite, mas vou insistindo...
A ver vamos.
Boa sorte para o 1º dia de trabalho! ***
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